Desassossegos poéticos #12
- Edi Pereira

- 21 de jul. de 2021
- 1 min de leitura

Fonte: autoral
Leio com o tato a letra da travessia.
Caminhar.
Verbo não conjugado,
não conjurado,
não conformado.
Infinitivo.
A métrica poética de um tempo.
Reverberações primárias.
Silêncios.
Ruídos.
Risos.
Balbucios em devir.
Sentidos em delay.
Na linha, uma gramática
própria,
crianceira,
embriagada de si.
Indefinida.
Metalinguagem caleidoscópica.
Atos minúsculos,
desordenados,
brincantes,
certeiros.
Indeléveis.
Confusão de um sentir.
Pausas.
Elipses.
Pés no chão.
Destinos. Desatinos?
Imensidão.
Num instante, a lembrança em ecos: “felicidade é a realização tardia de um desejo pré-histórico. [...]”
Escrituras de mim.
8 de Julho de 2021




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