autopoiesis
Talvez não seja sobre a cidade em que nasci, os cursos ou viagens que fiz, os livros que li.
Talvez não seja sobre os títulos conquistados, elucubrações reiterantes, vaidades vis. Tampouco sobre os lugares, as pessoas, os sabores e saberes favoritos.
Descobrir os meandros, contornos, afluentes, margens e foz de alguém diz mais sobre sentir seus gestos, os tremores de suas palavras, a dissidência de seus olhares, o respirar de suas (entre)linhas.
Talvez a potência esteja em perceber que desde a infância, naveguei pelos cruzeiros e cruzamentos das palavras, letra a letra, parágrafo a parágrafo. Em cada livro, um mundo inteiro de sonoridades, sensações e devaneios. Em cada imagem, um mar profundo a desbravar.
Seria justo buscar companhia... Então, decidi compartilhar um pouco das águas que me ondulam, dos portos que me sustentam...
Deseja conhecer a hidrografia da minha vida escrevente?
Leia-me!

