Vertiginosas escrituras #37
- Edi Pereira

- 25 de jun. de 2021
- 1 min de leitura

Fonte: autoral
A gente é esse punhado de (des)construções cotidianas que, quando dá, descobre lados potentes ao fazer dos contrários um jeito mais nosso do que essa amálgama de manias surgidas sabe-se lá de onde que repetimos à exaustão.
Hoje teve Solstício de Inverno com Sol em Câncer. Amanhã, o fim do segundo período do mercúrio retrógrado. Movimentos astrológicos cheios de significados que desconheço por completo, mas me encantam e por isso resolvi contemplar.
A gente é esse punhado de (des)construções. E ainda que a desolação em que vivemos nos coloque exaustos diante da vida, encontramos vielas de fuga que nem sempre salvam o mundo, mas aliviam os minutos.
Reparei que não quero usar a dis-função que acelera áudios. Prefiro escutar os silêncios da respiração. Sentir o tempo do pensamento. Entregar atenção aos hiatos.
Urgência mesmo tenho de poder viver com os meus na doçura de ver outras, tantas, diversas gentes vivendo também. E sorrindo. E acreditando que é possível se encantar, contemplar, ouvir as inteirezas das palavras e caminhar com esperança pra onde quiser.
Seja lá onde o Sol estiver...
22 de junho de 2021




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