Desassossegos poéticos #7
- Edi Pereira

- 17 de jul. de 2020
- 1 min de leitura
Atualizado: 18 de jul. de 2020

Fonte: autoral
(Com)posição de nascer
À espreita de um mundo, contrações, vibrações, expulsões: gênesis. Sedimentos de um corpo em semânticas próprias. Balbucios, sonoridades mínimas, quase sussurradas. Num cordão, cordéis inteiros em tonalidades vivas, pulsantes. Língua, lábios, voz: ecos de nascença. Uma represa se adensa entre dedos suaves, longos e estreitos de um vir a ser em riscos, contornos, grafemas. Uma dor as separa, ou as une, não sei bem – olhos cerrados, respiração profunda, ventre expandido. Na centelha de ar cálido, ela grita! Habitantes de uma vida ordinária multiplicam alguns sentidos ditos, outros tantos silenciados. Na generosidade de despossuir, despedem-se ao vento. Não é mais sua. Será que outrora tinha sido?
01 de Junho de 2020




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