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Vertiginosas escrituras #26

  • Foto do escritor: Edi Pereira
    Edi Pereira
  • 14 de jun. de 2021
  • 1 min de leitura

Fonte: autoral


"No início é o silêncio. A linguagem vem depois".

Dias desses reparei nessa sentença num dos livros que estou lendo. Sim, liberta da pressa descabida por tudo, leio livros vagarosamente. Estabilizei meu olhar na página. Desfoquei. Escutei uma série de ideias que atrapalhavam o vislumbramento do vazio. Não deu pra discernir.

Saltei da cama, vesti para o movimento, calcei os tênis. Saí. A manhã ainda preguiçosa, mostrava um céu aquarelável em tons de azul. A pele tocada pelo ar frio, arrepiou.

Dobrei a quinta quadra. Esquerda. Encontro. Nascente. Silêncio, linguagem, calor. Parei. A frase retornou: "no início é o silêncio. A linguagem vem depois". Senti.

Em regresso, a linguagem - aquela que vem depois - retumbou: tem dia que o sol custa a nascer (em mim). Tem dia que ele sequer aparece. Hoje ele estava lá (e aqui)...

Agradeci.


8 de maio de 2021

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