Vertiginosas escrituras #30
- Edi Pereira

- 14 de jun. de 2021
- 1 min de leitura
O vazio desarranja a perspectiva linear, dizem.
Mas quem foi mesmo que inventou essa história de termos que estar sempre nessa geografia (quase deconhecida) da completude?
Têm dias de sol no trabalho em que chove torrencialmente no guarda-chuva das emoções. Noutros, os planos com a carreira, com as economias e com a realização profissional naufragam no mesmo instante em que se encontra uma paz imensa no abraço daqueles que amamos.
Vai faltar peça pra completar o quebra-cabeça e está tudo bem!
Vez ou outra imagino como é que seria completar o jogo... Será que faltaria pulsão para continuar o pensamento, alegria para a busca, energia para os encontros?
"Quem anda nos trilhos é trem de ferro, sou água que corre entre as pedras: liberdade caça jeito", não é mesmo, Manoel?
Nas elipses que a vida transborda, vou margeando "entre as pedras" a escapar de ter que dizer algo de tudo, tudo de algo, tudo de tudo para poder pensar com recuo.
Atrasar a resposta.
Caminhar entre-linhas.
E acontecer de rir um bocado com os tropeços em meio ao caos.
23 de maio de 2021





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