Vertiginosas escrituras #31
- Edi Pereira

- 14 de jun. de 2021
- 1 min de leitura

Fonte: autoral
Entre todos os excertos do mundo, fragmentos de vidas múltiplas, várias, diversas, encontro lugar para criar.
Preciso desse jeito de movimentar. Olhar a vida e coexistir com tanta gente linda, imaginativa, afetuosa.
Amanhecer nos interstícios dos pensamentos potentes, dos sentimentos revolucionários. Desassossegar. Talvez na espreita de Fernando Pessoa, ou quem sabe do desconhecido que atravessa a rua.
Olhar para os aforismos da vida me faz romper com os limites, atravessar fronteiras e construir outras tantas capitanias nada hereditárias para habitar.
Afinar o olhar. Escutar com ternura. Retornar às velhas orelhas feitas nos livros. Anotações a lápis. Desenhos, garatujas, desabafos, desatinos.
Outro dia encontrei trecho de música manuscrito em livro de filosofia.
Queria ser Caetano pra ter inventado de dizer que eu pus os meus pés no riacho e acho que nunca os tirei. Fico com a imagem e sonho com a melodia que me embala.
Não sei colocar no mapa mental, astral, central. Sei sentir.
Meu processo é sempre outro. Quem sabe o outro seja sempre processo também...
24 de maio de 2021




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