Vertiginosas escrituras #32
- Edi Pereira

- 14 de jun. de 2021
- 1 min de leitura

Fonte: autoral
Enquanto o mundo parece desbotar, encontro avisos deixados às minúcias a me lembrar que ainda existe beleza na vida.
Escrevo poesias em linhas invisíveis. Fervo água para o café. Envio mensagens de afeto aos que me fazem acreditar no humano. Aqueço.
Crio memórias de leveza. Sorrio quando noto o céu azul. Agradeço o olhar desapressado. Teimo nas leituras "inservíveis". Faço perguntas sem esperar respostas. Invento.
Canto embaixo do chuveiro. Fico feliz com a casa limpa. Insisto nos desistentes. Caminho ao lado. Espero. Sinto. Confio.
Não raro, sigo sozinha depois de chorar em silêncio junto ao travesseiro. Temo as certezas absolutas. Perdoo. Atravesso. Me atravessam. Acovardo. Encorajo.
Aceito. Me aceito. Busco aprender. Nem sempre aprendo. Respeito. Respiro. Enlouqueço. Tremo. Retorno. Reinvento. Renasço.
26 de maio de 2021




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