Quarentena crônica #1
- Edi Pereira

- 9 de mai. de 2020
- 1 min de leitura
Atualizado: 11 de mai. de 2020

Fonte: autoral
Delineio. Tinta sobre papel. Esboço, borrão, garatuja. Nasce a primeira palavra. Sinto suas sílabas. Seus fonemas reverberam. Procuro a próxima. Teimosia. Narro encontros, gracejos, intrigas. Dessas que, pelo transitar dos dias tenho diante do espelho. Registro, assumo, condeno. Me condeno. Me absolvo. É dia. Não sei se o amanhã virá. Respiro e retorno. Ressoo. Silencio. Deliro.
25 de Abril de 2020




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