Quarentena crônica #2
- Edi Pereira

- 11 de mai. de 2020
- 1 min de leitura

Fonte: autoral
As palavras pesam, disse Frei Beto. Lembro-me da luz tênue do teatro. O artista no palco. Lábios estreitando-se, músculos tensionados, movimentos vãos. Em algum lugar dos anos, as lembranças me entregam risos. Persigo. Escrevo alguns versos, frases desconectadas. Teimo no temor, um temor agudo, insalubre. Não é sobre mim. Ou é. Sim, é somente sobre mim! A liberdade é insegura. Quero recuperar a língua que emudeceu. O corpo impaciente, não espera. Levanto o olhar. Paradigmas e paradoxos. Mais um dia...
01 de Maio de 2020




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