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Quarentena crônica #3

  • Foto do escritor: Edi Pereira
    Edi Pereira
  • 11 de mai. de 2020
  • 1 min de leitura

Fonte: autoral


Sinto acelerar. O tempo está suspenso, penso, mas alguma pressa pulsa. No pulso, ausência de ponteiros. Não é demasiado tarde ou, já é passada a hora, não sei bem... Como adiar o balbucio da vida que nos reclama? O rubro na esquina anuncia o intervalo. O pé suaviza. Retiro. Os pedais me confundem. Fundem-se em alegorias da memória. No cruzamento, existências. Múltiplas, próximas. Tremo! No rádio ligado a vociferar sem melodia, todos os dias num único dia comprido. Dia. Comprido. Cumprido...


07 de Maio de 2020

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