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Quarentena crônica #4

  • Foto do escritor: Edi Pereira
    Edi Pereira
  • 17 de mai. de 2020
  • 1 min de leitura

Fonte: autoral


As vozes escasseiam. É desmesurado imaginar que a cada um há uma sombra projetada do tamanho de seus sentidos? A mim, resta fazer tudo, mas o tudo é deveras apinhado e os dias são débeis... O conselho ecoa: "vá tomar sol". Sim! Escuta, carinho, apreço são categorias raras, mas ainda existentes nos dias que seguem. Olho pela janela e o sol ainda dormente, cintila envergonhado. Pergunto-me: é possível que as coisas continuem como antes? Não foi justamente o antes que nos trouxe até aqui? Só quero um mundo possível, de infâncias indomáveis. A infância é a promessa do começo, do novo, do vivo... Ouço uma vez mais: "vá tomar sol". Elocução afável. As vozes escasseiam porque as pessoas - as nossas pessoas - existem abraçadas à raridade. A persistência inegociável da pergunta me interrompe. Quem - além de mim - responderá o que me é possível?

03 de Maio de 2020

4 comentários


ric.cris.souza
23 de mai. de 2020

Quanta meiguice, Edi!! 🥀🥀 Como foi te ouvia dizer: " faremos uma leitura deleite". ❤ sddes

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tarciocordel
17 de mai. de 2020

Amiga! É muito difícil falar da sua escrita sem ser dominado pelo amor que sinto pela pessoa linda e sensível que vc é! Amo vc como amo tudo o que vc faz!❤️

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tarciocordel
17 de mai. de 2020

Amiga! É muito difícil falar da sua escrita sem ser dominado pelo amor que sinto pela pessoa linda e sensível que vc é! Amo vc como amo tudo o que vc faz!❤️

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alicers2004
alicers2004
17 de mai. de 2020

Edi, a literatura é um caminho para o não total desalento. É conseguir ver/reparar boniteza até em meio ao caos. Inscrevi-me no seu canal, vou acoompanhá-la. Parabéns pelo trabalho sensível 🍀

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