Quarentena crônica #5
- Edi Pereira

- 30 de mai. de 2020
- 1 min de leitura

Fonte: autoral
Estratagemas. Compêndios de um tempo. Letra a letra das notícias, numa escrita indelével. Na escuta mortífera genérica, quase ordinária: cenas atávicas. Arquitetura de um sentir. Estéril. Nos episódios miscigenados dessas vidas, tantas, despeço-me em gestos cotidianos afetados. Não as conheço. Mãos, bocas, olhos. Brutalização dos imperativos dados. Sinto-as, uma a uma em minha concreta existência. Sintonizadas num mesmo vazio. Lenta agonia. Os dias caminham vagarosos e por pouco acostumamo-nos aos desalentos pulverizados. Passos lúgubres. A sinestesia provisoriamente permanente assombra. Retornos são anunciados. Metáforas de continuidades. Talvez eufemismos. Ojerizas nos aros das diferenças plurais. Chegada? Partida? Confusos (astro)lábios.
30 de Maio de 2020




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