Quarentena crônica #7
- Edi Pereira

- 20 de jun. de 2020
- 1 min de leitura
Atualizado: 21 de jun. de 2020

Fonte: autoral
No hoje de cada despertar, falta tato, olfato, paladar. A visão? Distintamente distante. Na cena anacrônica, enquadramentos divididos. Rostos emoldurados. Modo on aflito. Modo aflito on. Expressões estrangeiras. Dispositivos, códigos, senhas, fluxos, dados. Confinados a uma série de fragmentos soltos, as palavras chegam duras. Audição ensurdecida. Não há timbres latentes. As telas mutantes deterioram as imagens. Imagens? Simulacros, mimesis. Violências. Disponibilidades reiterantes. Revelação do cansaço. Normas, sequências, fruições. Engodo de uma continuidade (im)provável. No tom, muros erguidos de novidades escravizantes. Frases escandidas. Cordialidades pérfidas. Reificação itinerante. É humano o que olha a página de brilho opaco? Quais palavras cessam o desamparo? Na travessia de um tempo sem tempo, conjugo o pensamento. Julgo. (I)moralidades compartilhadas
19 de Junho de 2020




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